sábado, 5 de abril de 2014

Cineclube Afro Sembene e Cojira convidam: Drum – Gritos de Revolta (África do Sul) e Outros Carnavais (Brasil), dia 19 no Sindicato dos Jornalistas


Cineclube Afro Sembene e Cojira exibem: “Drum – Gritos de Revolta” (África do Sul) e “Outros Carnavais” (Brasil), no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Tema: Pensar Comunicação - O cinema afro-negro na visão da imprensa.

Pensar comunicação. A sessão dose dupla no dia 19 de abril, do Cineclube Afro Sembene, em parceria com a Cojira, no Sindicato dos Jornalistas, às 19 horas, propõe-se a buscar e estabelecer diálogos críticos entre jornalismo e cinema. Elementos essenciais à construção de argumentações sobre o tema, nestes tempos em que o mundo vive a sociedade da imagem, em múltiplos meios de acesso a informação. Para tanto, serão exibidos os filmes "Drum - Gritos de Revolta", de Zola Maseko, Africa do Sul e "Outros Carnavais", documentário dirigido pelo jornalista Luiz Paulo Lima, Brasil. A proposta visa refletir bases estruturais para o desenvolvimento de discussões em torno deste tema, centrado, sobretudo, na questão sobre a presença e representação do jornalista, seja na África ou Diáspora, nos meios de comunicação.

Segundo o blog "Jornalismo e Cinema: "Os laços que unem o jornalismo ao cinema são extensos, antigos e duradouros. Produções como os cinejornais, documentários e reportagens televisivas atestam – em maior ou menor grau – um hibridismo entre os dois campos. No entanto, como aponta a autora Stella Senra, “coube à ficção, como desdobramento mais popular entre as diferentes formas assumidas pelo filme, o estabelecimento de um padrão de convívio mais íntimo e prolongado entre cinema e jornalismo” Desta forma, surgiram os chamados newspaper movies (ou, no Brasil, os “filmes de jornalista”), um subgênero consagrado especialmente no cinema norte-americano. Trata-se de películas que “desvelam para o público o imbricado universo da notícia e seus agentes, apresentando os conflitos éticos e morais da profissão”. São produções que, mais do que ter jornalistas como protagonistas, colocam a prática jornalística como ponto central de suas tramas e buscam reconstruir a relação do profissional “com a notícia e com a sociedade”.

Observação: Serão emitidos comprovantes de presença ao público estudantil e corpo docente para fins escolares. Informe-se.

DRUM – GRITOS DE REVOLTA



Sinopse

Drum – Gritos de Revolta, é um filme sobre a vida de Henry Nxumalo, jornalista de investigação famoso nos anos 50 em Sophiatown, bairro símbolo da resistência cultural em Joanesburgo. Ele trabalha em uma revista negra da moda, Drum, verdadeira arma de mídia na época. Durante esta época, toda uma geração de autores, críticos, músicos e jornalistas exigentes sul-africanos surgiu e se expressou nessa resistência. Henry Nxumalo arriscou a vida denunciando as condições de tratamento dos negros que viveram e trabalharam durante os anos de segregação, apesar do assédio constante por parte das autoridades.

Ficha Técnica

Diretor: Zola Maseko. Elenco: Taye Diggs, Gabriel Mann, Tumisho Masha, Moshidi Motshegwa, Jason Flemyng, Zola, Fezile Mpela, Greg Melvill-Smith, Lindani Nkosi. Gênero: Suspense/Drama. Duração: 94 minutos. Ano de Lançamento: 2004. País de Origem: África do Sul/Estados Unidos/Alemanha. Idioma do Áudio: Inglês / Africâner. Legendas: Português.

Sobre o diretor Zola Maseko

Zola Maseko nasceu em 1967 no exílio e foi educado na Suazilândia e Tanzânia. No final dos anos 1980 junta-se à facção armada do Congresso Nacional Africano na luta contra o regime sul-africano do apartheid. Depois de estudar cinema e televisão no Reino Unido regressa à África do Sul, onde realiza “The Foreigner” (1994), a sua primeira curta-metragem de ficção que aborda a xenofobia no seu próprio país. Seguem-se dois documentários sobre Sarah Baartman, a mulher que ficou conhecida como a Vénus Hotentote, uma história cruel do século XIX sobre racismo e exploração. “A Drink in the Passage” (2002) assinala a consagração de Maseko no FESPACO, onde recebe o prêmio especial do júri, mas é com “Drum” (2004) que recebe o seu prêmio máximo, o Garanhão de Ouro de Yennenga.



FESPACO/Yennenga

O FESPACO (Festival Pan Africanode Cinema e televisão de Uagadugu) foi criado em 1969 em Uagadugu, por iniciativa de um grupo de cinéfilos. O sucesso e a esperança gerados junto ao público e aos cineastas da África levaram as autoridades burquinenses a institucionalizá-lo em janeiro de 1972. A partir da 6ª edição (1979), passa a ser um evento bienal, começando no último sábado de fevereiro de cada ano ímpar. O troféu do Semental de Yennenga inspira-se no mito fundador do império dos Mossés, etnia majoritária no Burquina Faso.  No mundo da cultura, o maior prêmio no FESPACO é o garanhão Yennenga (ouro, prata e bronze). Yennenga é o nome de uma lendária princesa e também é muito presente nas pinturas batik e bronzes dos artesãos nacionais. Ela é representada montada em seu cavalo empinado, empunhando uma lança em uma das mãos, gritando. Fonte: Wikipedia.



Curiosidades

Drum foi o primeiro longa metragem do diretor. Originalmente, foi concebido para ser uma série de seis episódios chamada Sophiatown Short Stories, mas por falta de orçamento, foi convertido em um filme. Com exceção dos dois protagonistas, interpretados pelos atores norte-americanos Taye Diggs e Gabriel Mann, a maior parte do elenco é formada por atores sul-africanos. O ator Lindane Nkosi faz o papel de Nelson Mandela.

Premiações
Best South African Film - Durban International Film Festival; FIPRESCI Prize - Zanzibar International Film Festival, 2005; Grand Prize: Etalon de Yennega - Panafrican Film and Television Festival of Ouagadougou, 2005.

OUTROS CARNAVAIS

Sinopse: “Não se trata de um filme com o rigor etnográfico, e sim, um conjunto de momentos e relatos onde o lúdico inspira a luta por esta manifestação cultural negra, pela sua permanência nas memórias de quem vive nesta cidade”. Em formato para TV – através de lembranças e vivências de importantes e quase esquecidos batuqueiros – a narrativa se constrói com imagens e sons para contar uma epopéia que começa com a Lavapés e termina como os novos quilombos. O público ainda pode conferir no curta-metragem os depoimentos de dona Filomena e dona Guga; Seu Carlão do Peruche, Seu Toniquinho Batuqueiro, Seu Nenê da Vila e mestre Divino.

Ficha técnica
Direção e argumento: Luiz Paulo Lima. Ass.Direção: Nelma Salomão. Produção Executiva: Shirlene Victor. Direção de Fotografia: Carlos Alberto Xavier. Edição: Marcus Bastos. Acervo fotográfico: Wagner Celestino. Consultores: Kelly Adriano de Oliveira/Osvaldo Faustino. Parceria: IBB – Instituto Bandeira Branca/Uesp – União das Escolas de Samba Paulistanas. Convênio Pós-Produção: Fundação Cultural Palmares. Apoio: Idéia Digital/Icorred.com. Produtora: Devictor filmes. Duração: 30 minutos.

Sobre Luiz Paulo Lima

Luiz Paulo Lima é jornalista, trabalhou como repórter nos principais jornais brasileiros (O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, O Globo, Valor Econômico), na Tv (TV da Gente, TV Record), Radio (Radio Record). Outras atividades: Assessor da primeira Secretaria do Meio Ambiente em São Paulo, Assessor de Relações Institucionais do Museu Afro Brasil. Atividades recentes: Dirigiu o filme "Outros Carnavais" - Entre memórias e batuques paulistas,  que foi lançado no dia 02/12/2009 - Dia Nacional do Samba, e Sócio/diretor de comunicações da Watermelon Entertainment.

Curiosidades

O documentário teve inicio em 2008, mas só foi finalizado em 2009, quando contou com o apoio da Fundação Cultural Palmares para a pós-produção.

Sobre o projeto Cineclube Afro Sembene
O Cineclube Afro Sembene é uma iniciativa do Fórum África, entidade sem fins lucrativos, de caráter social, cultural e recreativo, que reúne africanos, brasileiros e todas as pessoas interessadas em difundir informações que melhorem o conhecimento sobre a África no Brasil, e vice-versa. O nome Sembene é uma homenagem ao escritor, produtor e diretor senegalês Ousmane Sembene (1923 — 2007), freqüentemente chamado de "O Pai do Cinema Africano". Sua jornada teve inicio em 2008, no Centro Cineclubista de São Paulo, do qual é associado. Ciente das barreiras da língua e de seu caráter formativo, a programação do Cineclube Afro Sembene prioriza filmes legendados em português. Coordenação: Vanderli Salatiel, Saddo Ag Almouloud e Oubí Inaê Kibuko.

O Cineclube Afro Sembene 2014
A proposta é fomentar a formação de repertório versátil, com sessões em dose dupla, ou seja: um filme do continente africano e um filme de um(a) diretor(a) afro-brasileiro(s), como acontece em shows e eventos internacionais que são abertos por bandas ou artistas nacionais como forma de intercâmbio e difusão cultural. Tem também um apelo retrô, em referência e homenagem aos cinemas populares, os quais até meados da década de 1990 exibiam dois filmes como meio de atrair, formar, manter seu público. “Como os cinemas estavam perdendo expectadores, logo surgiu a idéia de oferecer aos cinéfilos a sessão dupla, onde poderiam assistir dois filmes pagando por apenas um bilhete. E muito filme considerado B, não só ganhou repercussão como também se tornaram cults”, explica Oubí Inaê Kibuko, um dos coordenadores de programação do Cineclube Afro Sembene.

As sessões acontecem no 3º sábado do mês, pontualmente às 19 horas, sendo a exibição do filme seguida de debate com membros da equipe realizadora ou de um comentarista convidado, e outras práticas da cultura africana e afro-brasileira.

A parceria Cineclube Afro Sembene e Cojira
Em 2012 o Cineclube Afro Sembene firmou parceria com a Cojira-SP (Comissão de Jornalistas Pela Igualdade Racial no Estado de São Paulo), que manifestou disposição solidária com a proposta e se dispôs a contribuir na difusão do cinema africano ao público interessado.  A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) é um órgão consultivo, com participação aberta. O objetivo é auxiliar o Sindicato dos Jornalistas na atuação mais efetiva com relação à questão racial. Participa de ações tanto no âmbito específico do jornalismo, quanto em questões de caráter mais geral. A oficialização desta parceria se deu em 16/11/2013, com o retorno do Cineclube Afro Sembene, desta feita no Sindicato dos Jornalistas, após um longo e forçado jejum por falta de espaço apropriado.

Serviço

Pensar Comunicação - O cinema afro-negro na visão da imprensa
Cineclube Afro Sembene e Cojira exibem os filmes: “Drum – Gritos de Revolta” (África do Sul) e “Outros Carnavais” (Brasil), no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
Data: 19 de abril de 2014 – sábado;
Horário: pontualmente às 19 horas;
Local: Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo;
Endereço: Rua Rego Freitas nº 530 - Sobreloja, Vila Buarque, São Paulo/SP, próximo a Igreja da Consolação e metrô República - Entrada franca. 

Observação: Serão emitidos comprovantes de presença ao público estudantil e corpo docente para fins escolares. Informe-se.

Informações:
www.cineclubeafrosembene.blogspot.com.br
Email: cineafrosembene@gmail.com
www.cojira.wordpress.com/
www.sjsp.org.br
Contatos: (11)99750-1542 - c/Oubí Inaê Kibuko

Realização: Fórum África
Parceria: Cojira-SP/Sindicato dos Jornalistas de São Paulo


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Maputo será palco da Semana de Cinema Africano


A capital moçambicana acolhe de 10 a 16 de Abril próximo a 2ª edição da Semana de Cinema Africano, durante a qual serão apresentados filmes actuais de longa-metragem e um conjunto de películas premiadas no FESPACO, o maior festival de cinema africano do mundo. Este ano, o evento tem a particularidade de se estender, pela primeira vez, à Ilha de Moçambique.
Filmes de vários países tais como Moçambique, Camarões, Cabão, Madagáscar, Quénia, Nigéria e Guiné-Bissau serão exibidos, mas o destaque vai para a estreia do mais recente filme do realizador guineense Flora Gomes, denominado “A República dos Meninos”. Trata-se de um filme inteiramente rodado em Moçambique e conta com a participação do reconhecido actor norte-americano Danny Glover, e com música de Yussuf N´Dour.
A Escola de Comunicação e Artes (ECA) e pelo Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC), para além de serem organizadores, irão apresentar duas conferências sobre cinema africano e este será um momento com componente académica uma vez que os amantes da produção cinematográfica poderão aprender uns dos outros.
Com o evento pretende-se consolidar o papel do cinema na educação e no desenvolvimento das artes em África. Refira-se que a produção da 2ª Semana de Cinema Africano de Maputo vai ter lugar na próxima terça-feira (01), pelas 16h:00 no Instituto Cultural Moçambique Alemanha (ICMA). Durante sete dias, as mostras podem ser acompanhadas nas salas do Teatro Avenida, Auditório da TIM, Cine Teatro Scala e INAC. Clique aqui e saiba mais. 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

1º Seminario de Produção e Documentário na Periferia no CEU Caminho do Mar


Clique aqui e faça sua inscrição online.
Informações: Facebook/CEU Caminho do Mar


Sobre
Um lugar democrático, onde Educação, Cultura, Esporte e lazer se integram à sua vida.

Descrição
O CEU foi construído em 2008, atendendo a uma reivindicação da população pelo Orçamento Participativo de 2004.
O CEU Caminho do Mar foi inaugurado no dia 12 de outubro do ano 2008. No dia seguinte, iniciou-se o atendimento aos alunos da EMEI e da EMEF em período integral e o uso do equipamento pela comunidade.
O CEU Caminho do Mar está localizado no Jardim Lourdes, um dos bairros mais pobres do Distrito do Jabaquara.
De acordo com o Atlas do Trabalho e Desenvolvimento da Cidade de São Paulo, feito em 2007, tendo por base os dados do censo de 2000, o bairro tem uma elevada porcentagem da população formada por jovens (25% da população do bairro tem até 15 anos de idade). Esta população estuda pouco (10,7% dos jovens de 15 a 17 anos têm menos de 4 anos de estudo), não consegue emprego (na faixa entre os 15 e os 17 anos, a taxa de desemprego chega a 52,8% da População Economicamente Ativa) e vive em condições bastante precárias (15,9% das crianças estão em famílias com renda inferior a ½ salário mínimo; 11,6 % da população encontra-se na linha da pobreza).

Como acontece em outras partes do Brasil, existe uma profunda concentração de renda, com os 20 % mais pobres da população apropriando-se de 2,1% da riqueza, enquanto os 20% mais ricos apropriam-se de 57,4% da riqueza. Do total da população empregada, 37,2 % tem ocupação informal.
No período entre 1991 e 2000 o IDH da região cresceu 2,97%. O papel da educação no desenvolvimento da região é bastante acentuado, uma vez que este crescimento deve-se a um aumento de 80,8% do atendimento educacional.
Numa situação como essa, o CEU, enquanto equipamento capaz de oferecer acesso a lazer, cultura, educação e educação profissionalizante tem um papel de destaque enquanto forma de melhoria das condições de vida da população.

CEU CAMINHO DO MAR- DRESA
E-mail : smeceucaminhomar@prefeitura.sp.gov.br
ENDEREÇO: Avenida Engenheiro Armando Arruda Pereira Nº 5241
CEP: 04425-000
TELEFONES: 3396-5600 / 5624-8739
BAIRRO : Jardim Lourdes

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:
Das 7:00 às 23:00 de 2ª a 6ª feira
Das 8:00 às 20:00 aos sábados e domingos.
Das 9:00 às 18:00 - feriados e ponto facultativo

sábado, 22 de março de 2014

Cinema Africano é tema de mostra na Biblioteca Viriato Corrêa

Por Natália Tayota

Considerado a maior mostra audiovisual da África, o Festival Pan Africano de Cinema e Televisão de Ouagadougou (Fespaco) chega à Biblioteca Pública Viriato Corrêa com a mostra “Os Sementais de Yennenga - Panorama do Fespaco”, que será exibida entre os dias 21 e 30. A seleção conta com dez títulos exibidos em edições passadas do festival.

Criado em 1969 a partir da iniciativa de um grupo de cinéfilos em Burkina Faso, país localizado na África Ocidental, o Fespaco tem como objetivo fomentar o cinema africano. Depois do sucesso das primeiras edições, em 1972 o governo local institucionalizou o evento e, desde 1979, o festival é realizado de dois em dois anos, a cada ano ímpar. A cerimônia de premiação acontece na capital Ouagadougou e o troféu Semental de Yennenga se inspira no mito fundador do império dos Mossés, etnia majoritária em Burkina Faso.

Abre a mostra “Heremakono - Esperando a felicidade” (2002 - foto), de Abderrahmane Sissako, filme que ganhou o prêmio da crítica internacional no Festival de Cannes, em 2002, e também venceu na categoria Melhor Direção de Arte no Fespaco, em 2003.

Serviço: 
Biblioteca Pública Viriato Corrêa – Sala Luiz Sergio Person. 
R. Sena Madureira, 298, Vila Mariana. Zona Sul. 
Tel. 5573-4017 e 5574-0389. De 21 a 30/3. 12 anos. Grátis.

Confira a programação completa:

Todas as projeções têm suporte em DVD.

HEREMAKONO - ESPERANDO A FELICIDADE
(Heremakono - en attendant le bonheur, França/Mauritânia, 2002, 95 min). Dir.: Abderrahmane Sissako. Com Fatimatou Mint Ahmedou, Khatra Ould Abdel Kader, Makanfing Dabo e outros.
Menino encontra a mãe em Nouadhibou, cidadezinha da costa da Mauritânia, enquanto esperam para viajar para a Europa. Sem entender o dialeto, ele se envolve em várias aventuras.
| Dia 21, 15h

GUIMBA
(França, 1995, 93 min). Dir.: Cheick Oumar Sissoko. Com Balla Moussa Keita, Falaba Issa Traoré e outros.
Para satisfazer o desejo do filho que decide desposar uma mulher casada, ditador expulsa o marido dela da aldeia na qual vivem. Com medo, este refugia-se em uma aldeia de caçadores e organiza a revolta contra o tirano.
| Dia 21, 17h

FINYÉ
(França/Mali, 1982, 105 min). Dir.: Souleymane Cissé. Com Balla Moussa Keita, Ismaïla Sar, Oumou Diarra e outros.
Dois adolescentes malinenses se unem para questionar a sociedade. Um é descendente de um grande chefe tradicional e outro é filho do governador militar que representa o novo poder.
| Dia 22, 15h

EM NOME DE CRISTO
(Au nom du Christ, França, 1993, 82 min). Dir.: Roger Gnoan M’Bala. Com Naky Sy Savané, Pierre Gondo e outros.
Homem desprezado por toda a aldeia tem uma visão em que uma “criança deus” o escolhe para salvar seu povo e passa a usar sua eloquência para impressionar a imaginação das pessoas e fundar uma seita.
| Dia 22, 17h

DRUM
(África do Sul/França, 2004, 104 min). Dir.: Zola Maseko. Com Gabriel Mann, Jason Fleming, Taye Diggs e outros.
Biografia de Henry Nxumalo, jornalista investigativo que ficou famoso nos anos 50 por denunciar as condições de tratamento dos negros que viveram e trabalharam durante os anos de segregação.
| Dia 23, 17h

AS RUAS DE CASABLANCA
(Ali Zaoua, Prince de la Rue, França/Bélgica/Marrocos, 2000, 90 min). Dir.: Nabil Ayouch. Com Hichan Moussoune, Mnounïm Kbab, Mustapha Hansali e outros.
Apesar das dificuldades do cotidiano, três meninos de rua são muito amigos. Quando um deles é morto durante uma briga com bandidos, os outros querem lhe dar um enterro digno.
| Dia 28, 15h

BUUD YAM
(França, 1997, 99 min). Dir.: Gaston J-M Kabore. Com Amssatou Maiga, Serge Yanogo, Sévérine Ouddouda e outros.
Ao saber que sua irmã sofre de doença incurável, rapaz, adotado por uma família africana ainda criança, sai da aldeia na qual vive em busca de um curandeiro e acaba se deparando com suas raízes.
| Dia 28, 17h

BAARA
(França, 1978, 93 min). Dir.: Souleymane Cissé. Com Baba Niaré, Balla Moussa Keita, Boubacar Keïta e outros.
Jovem camponês de Mali deixa o campo para trabalhar como “baara” (carregador de bagagens). Lá, inicia uma grande amizade com um engenheiro de uma fábrica que vive em conflito com seus chefes e com o sindicato por conta de suas ideias liberais.
| Dia 29, 15h

DJELI
(Costa do Marfim/França, 1981, 92 min). Dir.: Fadika Kramo-Lanchiné. Com El Hadj Syndou Dembélé, Fatou Quatara, Joachin Quatara Yao e outros.
Apaixonado, filho de um griô sonha casar-se com a filha de um descendente de uma família ilustre do Mandigue, mas ambas as famílias se opõem ao casamento para preservar a tradição.
| Dia 29, 17h

AS MIL E UMA MÃOS
(Les mille et une mains, França, 1971, 75 min). Dir.: Souhel Benbarka. Com Abdou Chaibane, Elgazi Aissa, Mimsy Farmer e outros.
A partir de um velho tintureiro e seu filho, o filme acompanha a tecelagem artesanal de tapetes confeccionados no Marrocos.
| Dia 30, 17h

“Prazer em (re)conhecer, sou Carolina!”, dia 22 na Biblioteca Alceu Amoroso Lima



A Ciclo Contínuo Editorial/Ano Centenário Carolina Maria de Jesus e o Sistema Municipal de Bibliotecas tem a honra de convidá-los para o evento “Prazer em (re)conhecer, sou Carolina!”, à realizar-se no dia 22 de Março, às 19 horas na Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Rua Henrique Schaumann, 777 – Pinheiros/São Paulo).

Nesta oportunidade será prestada uma homenagem ao “Ano Centenário Carolina Maria de Jesus”, em nome de Vera Eunice de Jesus Lima – filha da escritora –, além de um bate-papo sobre a autora, usando da palavra o escritor Oswaldo de Camargo, Miriam Alves, Flávia Mateus Rios e Marciano Ventura. 

Como parte da celebração, haverá um “pocket show” da peça “Ensaio sobre Carolina” com a atriz Lucélia Sérgio e Sidney Santiago, ambos integrantes da Cia de Teatro Os Crespos.

Para fechar a noite, cantaremos parabéns e assopraremos as velinhas de aniversário de 100 anos de Carolina ao som de MC Soffia acompanhada do Dj Guilherme.

Antecipadamente, agradecemos a todos e esperamos vê-los neste dia!

Serviço - Ciclo Contínuo Editorial 
Parceiros: AEUSP, Bloco do Beco, Axé Produções e Coletivo Akina.

Informações:
Tel: 999762693
ciclocontinuo.literatura@gmail.com

sexta-feira, 21 de março de 2014

Lançamento do filme A CAÇA no Acervo da Memória e do Viver Afro-brasileiro, dia 22 de março


Sinopse: Jim é um caçador que está tendo problemas para alimentar sua família e decide fazer um acordo com um demônio sem imaginar as terríveis conseqüências desse ato. No Brasil, um avô conta essa história vinda da África para seus netos.

Ficha Técnica

Elenco:
Avô - Armindo Pinto
Marcos - Leonardo Bozola
Daniel - Haony Batista
Julia - Flavia Moreira
Jim - Tresor Muteba
Melissa - Clarisse Mujinga
Demônio - Tresor Mpudi
Caçador 1 - Papy Lorero Ngoloba
Caçador 2 - Ghislain M. Tshibangu
Amiga - Nana Binda
Mulher do vilarejo - Vanessa Ntika

Equipe Técnica
Roteiro - Refslin Mimpiya e Debora Taño
Direção - Refslin Mimpiya
Assistência de Direção - Ingrid Rossi, Loiane Vilefort
Preparação de Atores - Marina Azzi, Clau Fragelli
Produção - Giulia Milori
Produção Executiva - Pedro Paulo Maia Frizzo
Assistência de Produção - Victor Casé ,Murilo Goulart, Marina Azzi Nogueira
Fotografia - Caio Bruno Sandoval
2a câmera - Martin Namikawa
Assistência de Fotografia - Martin Namikawa, Murilo Jards, Vitoria Parente, Iasha Salerno, João Pedro Bamonte, Yurian Carneiro
Som - Debora Taño
Assistência de Som - Mateus Serrer
Montagem - Martin Namikawa
Assistência de Montagem - Vitoria Parente, Daniele Alves de Arruda
Continuidade - Fernanda Costa
Arte -Virgínia Jangrossi, Luiza Stalder e Lucas Scalon
Concepção de arte - Lucas Scalon e Virgínia Jangrossi
Pré-produção de arte - Lucas Scalon
Produção de arte - Virgínia Jangrossi
Direção de arte no set - Luiza Stalder
Assistência de arte - Beatriz Buck
Maquiagem - Virginia Jangrossi, Luiza Stalder, Beatriz Buck
Protéticos - Leonardo Andrade e Rose Buonarotti
Identidade Visual - Martin Namikawa, Caio Bruno Sandoval, Mariana Merlim, Fernanda Costa
Fotografia Still - Mariana Merlim, Fernanda Costa
Making of - Fernanda Costa e Bárbara Zaghi

Trilha Sonora
Composição Tema Jim e Tema Final : Tresor Mpudi
Tema Demônio : Papy Lukangu
Violão: Erick Kalonji e Serge Nsonde
Conga: Papy Lukangu
Voz: Dizolele Pedro, Leonardo Matumona, Bento Musiku e Tresor Mpudi
Gravação: Pedro Luce
Mixagem: Pedro Luce e Serge Nsonde
Orientação de Projeto - Alessandro Gamo

Sobre o diretor Refslin Mimpiya

Refslin Mimpiya (foto), nasceu na República Democrática do Congo, é filho do Sr. Ruffin Mimpiya Ngambunda e Sra. Augustine Lauriane Bukulu.

Realizou seus estudos primários e secundários no Congo, onde ele obteve um diploma estatal em pedagogia no Liceu Banzaki. Graduou-se em Imagem e Som na Universidade Federal de São Carlos (Brasil).

Durante 10 anos foi operador de câmera, sob orientação do Sr. J. P. Itunda e pelo diretor de produção da RTNC, Sr. Massamba Mankwa. Foi diretor de fotografia de curta metragem “Chão”, do documentário “A Dança do bate pau do Povo Terena” e primeiro assistente de fotografia do media-metragem “A voz do medo”.  É autor de um artigo sobre o cinema congolês intitulado “Sistema de produção cinematográfica e  audiovisual no Congo (RDC)”. Realizou o curta-metragem “Meu bem” e dirigiu o curta metragem “A caça”.

Obras:
- Diretor de fotografia do documentário “A Dança do bate pau do Povo Terena” (Mato Grosso, Brasil)
- 1o Assistente de Fotografia de media-metragem de 29 min. “A voz do medo”
- Diretor de fotografia de curta metragem “Chão” de 5 min.
- Um dos realizadores do curta-metragem “Meu bem” de 15 min.
- Autor de um artigo sobre o cinema congolês intitulado “Sistema de produção cinematográfica e  audiovisual no Congo (RDC)”
- Operador de câmera durante 10 anos, sob orientação do Sr. J. P. Itunda e pelo diretor de produção da RTNC, Sr. Massamba Mankwa.
- Diretor do curta-metragem “A caça”.


Clique aqui e saiba mais sobre o filme A Caça. 




terça-feira, 18 de março de 2014

AfroeducAÇÃO exibe "Zeca da Casa Verde", documentário de Akins Kintê, dia 29/3

Sobre o documentário
O documentário “Zeca, o poeta da Casa Verde” é um sonho que já vem há um tempo tamborilando em nosso peito. Sempre foi encantador escutar em baterias improvisadas ou em simples rodas de samba, o enredo: “Ao Poeta de Miraí”, de Zeca da Casa Verde.
O projeto idealizado por membros do coletivo Borá Produções pretende registrar e divulgar a trajetória de um dos mais talentosos compositores e intérpretes da musica negra (o samba) da cidade de bairros periféricos de São Paulo - Zeca da Casa Verde, bem como sua influência nos bairros de Brasilândia, Casa Verde Alta, Barra Funda e a Freguesia do Ó.
Em 2011, fomos contemplados pelo edital do VAI - Valorização de Iniciativas Culturais, da Prefeitura de São Paulo, em junho começamos garimpar a história do poeta procurando registros, letras musicais, e em julho, demos início às gravações. O documentário está em fase de edição e será lançado em março de 2012.

Zeca, o poeta da Casa Verde será exibido nas comunidades periféricas, terreiros e escolas de samba da cidade, promovendo eventos com exibição do filme, debates e palestras sobre o processo de execução e a temática. A circulação será feita através de um DVD.

Sinopse                                                       
O documentário “Zeca, o Poeta da Casa Verde” conta a história do artista, sambista e compositor Zeca da Casa Verde, autor de vários sambas das escolas Morro da Casa Verde e Rosas de Ouro. A história do sambista se confunde com a história do próprio samba de São Paulo: nascido no interior, Zeca participou das congadas assim como seu pai, Zé da Maniquinha. A congada é uma manifestação brasileira que reúne elementos trazidos por africanos da Angola e do Congo, que teve grande influência no samba paulista. Os depoimentos dos entrevistados trazem à tona o movimento de migração do interior para a periferia da capital, realizado, no começo do século XX, por muitos negros em busca de melhores condições de vida, tal fato foi fundamental para o nascimento do samba em seu formato atual. Zeca se reunia com outros que viriam a ser grandes compositores paulistas: Geraldo Filme, Tonikinho Batuqueiro, Talismã, na região central paulista, hoje, empobrecida e abandonada pelas autoridades. Além disso, através dos depoimentos como o do próprio Tonikinho Batuqueiro, Integrantes da Bateria do Rosas de Ouro, Thiago da Barroca Zona Sul, Gente Rosas de Ouro, T-Kaçula  Dicá e Maria Helena, da velha-guarda do Rosas de Ouro, da ativista social, Deise Benedito, do Prof. Amailton e do cantor Jair Rodrigues, o documentário apresenta outras temas relacionados ao samba, como a associação feita entre sambistas e a marginalidade e as infrações cometidas por policiais, a origem das escolas de samba de São Paulo, a atual comercialização das escolas de samba e dos carnavais e a representação da cultura negra através de suas manifestações culturais.  
Fonte: Borá Filmes

O AfroeducAÇÃO
A consultoria AfroeducAÇÃO desenvolve projetos culturais com enfoque educacional, tendo a negritude como tema-chave. Entre as ações da equipe estão a realização de oficinas, cursos de capacitação, eventos e manutenção do site www.afroeducacao.com.br, sobre as diversas manifestações (música, teatro, literatura, dança, cinema, etc.) da cultura negra. O trabalho desenvolvido é embasado na Lei Federal nº 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afrobrasileira na educação básica e utiliza conceitos e práticas educomunicativas.

Além de conter detalhes sobre as oficinas já realizadas, o site conta com um acervo de reportagens redigidas pela equipe do AfroeducAÇÃO, que podem ser utilizadas como ferramentas de apoio pedagógico, a partir dos pressupostos educomunicativos. Por esse motivo, todas as matérias são publicadas com uma sugestão de atividade que pode ser aplicada, além das respectivas bibliografia, filmografia e discografia, municiando o/a interessado/a para o cumprimento da Lei.