sábado, 22 de março de 2014

Cinema Africano é tema de mostra na Biblioteca Viriato Corrêa

Por Natália Tayota

Considerado a maior mostra audiovisual da África, o Festival Pan Africano de Cinema e Televisão de Ouagadougou (Fespaco) chega à Biblioteca Pública Viriato Corrêa com a mostra “Os Sementais de Yennenga - Panorama do Fespaco”, que será exibida entre os dias 21 e 30. A seleção conta com dez títulos exibidos em edições passadas do festival.

Criado em 1969 a partir da iniciativa de um grupo de cinéfilos em Burkina Faso, país localizado na África Ocidental, o Fespaco tem como objetivo fomentar o cinema africano. Depois do sucesso das primeiras edições, em 1972 o governo local institucionalizou o evento e, desde 1979, o festival é realizado de dois em dois anos, a cada ano ímpar. A cerimônia de premiação acontece na capital Ouagadougou e o troféu Semental de Yennenga se inspira no mito fundador do império dos Mossés, etnia majoritária em Burkina Faso.

Abre a mostra “Heremakono - Esperando a felicidade” (2002 - foto), de Abderrahmane Sissako, filme que ganhou o prêmio da crítica internacional no Festival de Cannes, em 2002, e também venceu na categoria Melhor Direção de Arte no Fespaco, em 2003.

Serviço: 
Biblioteca Pública Viriato Corrêa – Sala Luiz Sergio Person. 
R. Sena Madureira, 298, Vila Mariana. Zona Sul. 
Tel. 5573-4017 e 5574-0389. De 21 a 30/3. 12 anos. Grátis.

Confira a programação completa:

Todas as projeções têm suporte em DVD.

HEREMAKONO - ESPERANDO A FELICIDADE
(Heremakono - en attendant le bonheur, França/Mauritânia, 2002, 95 min). Dir.: Abderrahmane Sissako. Com Fatimatou Mint Ahmedou, Khatra Ould Abdel Kader, Makanfing Dabo e outros.
Menino encontra a mãe em Nouadhibou, cidadezinha da costa da Mauritânia, enquanto esperam para viajar para a Europa. Sem entender o dialeto, ele se envolve em várias aventuras.
| Dia 21, 15h

GUIMBA
(França, 1995, 93 min). Dir.: Cheick Oumar Sissoko. Com Balla Moussa Keita, Falaba Issa Traoré e outros.
Para satisfazer o desejo do filho que decide desposar uma mulher casada, ditador expulsa o marido dela da aldeia na qual vivem. Com medo, este refugia-se em uma aldeia de caçadores e organiza a revolta contra o tirano.
| Dia 21, 17h

FINYÉ
(França/Mali, 1982, 105 min). Dir.: Souleymane Cissé. Com Balla Moussa Keita, Ismaïla Sar, Oumou Diarra e outros.
Dois adolescentes malinenses se unem para questionar a sociedade. Um é descendente de um grande chefe tradicional e outro é filho do governador militar que representa o novo poder.
| Dia 22, 15h

EM NOME DE CRISTO
(Au nom du Christ, França, 1993, 82 min). Dir.: Roger Gnoan M’Bala. Com Naky Sy Savané, Pierre Gondo e outros.
Homem desprezado por toda a aldeia tem uma visão em que uma “criança deus” o escolhe para salvar seu povo e passa a usar sua eloquência para impressionar a imaginação das pessoas e fundar uma seita.
| Dia 22, 17h

DRUM
(África do Sul/França, 2004, 104 min). Dir.: Zola Maseko. Com Gabriel Mann, Jason Fleming, Taye Diggs e outros.
Biografia de Henry Nxumalo, jornalista investigativo que ficou famoso nos anos 50 por denunciar as condições de tratamento dos negros que viveram e trabalharam durante os anos de segregação.
| Dia 23, 17h

AS RUAS DE CASABLANCA
(Ali Zaoua, Prince de la Rue, França/Bélgica/Marrocos, 2000, 90 min). Dir.: Nabil Ayouch. Com Hichan Moussoune, Mnounïm Kbab, Mustapha Hansali e outros.
Apesar das dificuldades do cotidiano, três meninos de rua são muito amigos. Quando um deles é morto durante uma briga com bandidos, os outros querem lhe dar um enterro digno.
| Dia 28, 15h

BUUD YAM
(França, 1997, 99 min). Dir.: Gaston J-M Kabore. Com Amssatou Maiga, Serge Yanogo, Sévérine Ouddouda e outros.
Ao saber que sua irmã sofre de doença incurável, rapaz, adotado por uma família africana ainda criança, sai da aldeia na qual vive em busca de um curandeiro e acaba se deparando com suas raízes.
| Dia 28, 17h

BAARA
(França, 1978, 93 min). Dir.: Souleymane Cissé. Com Baba Niaré, Balla Moussa Keita, Boubacar Keïta e outros.
Jovem camponês de Mali deixa o campo para trabalhar como “baara” (carregador de bagagens). Lá, inicia uma grande amizade com um engenheiro de uma fábrica que vive em conflito com seus chefes e com o sindicato por conta de suas ideias liberais.
| Dia 29, 15h

DJELI
(Costa do Marfim/França, 1981, 92 min). Dir.: Fadika Kramo-Lanchiné. Com El Hadj Syndou Dembélé, Fatou Quatara, Joachin Quatara Yao e outros.
Apaixonado, filho de um griô sonha casar-se com a filha de um descendente de uma família ilustre do Mandigue, mas ambas as famílias se opõem ao casamento para preservar a tradição.
| Dia 29, 17h

AS MIL E UMA MÃOS
(Les mille et une mains, França, 1971, 75 min). Dir.: Souhel Benbarka. Com Abdou Chaibane, Elgazi Aissa, Mimsy Farmer e outros.
A partir de um velho tintureiro e seu filho, o filme acompanha a tecelagem artesanal de tapetes confeccionados no Marrocos.
| Dia 30, 17h

“Prazer em (re)conhecer, sou Carolina!”, dia 22 na Biblioteca Alceu Amoroso Lima



A Ciclo Contínuo Editorial/Ano Centenário Carolina Maria de Jesus e o Sistema Municipal de Bibliotecas tem a honra de convidá-los para o evento “Prazer em (re)conhecer, sou Carolina!”, à realizar-se no dia 22 de Março, às 19 horas na Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Rua Henrique Schaumann, 777 – Pinheiros/São Paulo).

Nesta oportunidade será prestada uma homenagem ao “Ano Centenário Carolina Maria de Jesus”, em nome de Vera Eunice de Jesus Lima – filha da escritora –, além de um bate-papo sobre a autora, usando da palavra o escritor Oswaldo de Camargo, Miriam Alves, Flávia Mateus Rios e Marciano Ventura. 

Como parte da celebração, haverá um “pocket show” da peça “Ensaio sobre Carolina” com a atriz Lucélia Sérgio e Sidney Santiago, ambos integrantes da Cia de Teatro Os Crespos.

Para fechar a noite, cantaremos parabéns e assopraremos as velinhas de aniversário de 100 anos de Carolina ao som de MC Soffia acompanhada do Dj Guilherme.

Antecipadamente, agradecemos a todos e esperamos vê-los neste dia!

Serviço - Ciclo Contínuo Editorial 
Parceiros: AEUSP, Bloco do Beco, Axé Produções e Coletivo Akina.

Informações:
Tel: 999762693
ciclocontinuo.literatura@gmail.com

sexta-feira, 21 de março de 2014

Lançamento do filme A CAÇA no Acervo da Memória e do Viver Afro-brasileiro, dia 22 de março


Sinopse: Jim é um caçador que está tendo problemas para alimentar sua família e decide fazer um acordo com um demônio sem imaginar as terríveis conseqüências desse ato. No Brasil, um avô conta essa história vinda da África para seus netos.

Ficha Técnica

Elenco:
Avô - Armindo Pinto
Marcos - Leonardo Bozola
Daniel - Haony Batista
Julia - Flavia Moreira
Jim - Tresor Muteba
Melissa - Clarisse Mujinga
Demônio - Tresor Mpudi
Caçador 1 - Papy Lorero Ngoloba
Caçador 2 - Ghislain M. Tshibangu
Amiga - Nana Binda
Mulher do vilarejo - Vanessa Ntika

Equipe Técnica
Roteiro - Refslin Mimpiya e Debora Taño
Direção - Refslin Mimpiya
Assistência de Direção - Ingrid Rossi, Loiane Vilefort
Preparação de Atores - Marina Azzi, Clau Fragelli
Produção - Giulia Milori
Produção Executiva - Pedro Paulo Maia Frizzo
Assistência de Produção - Victor Casé ,Murilo Goulart, Marina Azzi Nogueira
Fotografia - Caio Bruno Sandoval
2a câmera - Martin Namikawa
Assistência de Fotografia - Martin Namikawa, Murilo Jards, Vitoria Parente, Iasha Salerno, João Pedro Bamonte, Yurian Carneiro
Som - Debora Taño
Assistência de Som - Mateus Serrer
Montagem - Martin Namikawa
Assistência de Montagem - Vitoria Parente, Daniele Alves de Arruda
Continuidade - Fernanda Costa
Arte -Virgínia Jangrossi, Luiza Stalder e Lucas Scalon
Concepção de arte - Lucas Scalon e Virgínia Jangrossi
Pré-produção de arte - Lucas Scalon
Produção de arte - Virgínia Jangrossi
Direção de arte no set - Luiza Stalder
Assistência de arte - Beatriz Buck
Maquiagem - Virginia Jangrossi, Luiza Stalder, Beatriz Buck
Protéticos - Leonardo Andrade e Rose Buonarotti
Identidade Visual - Martin Namikawa, Caio Bruno Sandoval, Mariana Merlim, Fernanda Costa
Fotografia Still - Mariana Merlim, Fernanda Costa
Making of - Fernanda Costa e Bárbara Zaghi

Trilha Sonora
Composição Tema Jim e Tema Final : Tresor Mpudi
Tema Demônio : Papy Lukangu
Violão: Erick Kalonji e Serge Nsonde
Conga: Papy Lukangu
Voz: Dizolele Pedro, Leonardo Matumona, Bento Musiku e Tresor Mpudi
Gravação: Pedro Luce
Mixagem: Pedro Luce e Serge Nsonde
Orientação de Projeto - Alessandro Gamo

Sobre o diretor Refslin Mimpiya

Refslin Mimpiya (foto), nasceu na República Democrática do Congo, é filho do Sr. Ruffin Mimpiya Ngambunda e Sra. Augustine Lauriane Bukulu.

Realizou seus estudos primários e secundários no Congo, onde ele obteve um diploma estatal em pedagogia no Liceu Banzaki. Graduou-se em Imagem e Som na Universidade Federal de São Carlos (Brasil).

Durante 10 anos foi operador de câmera, sob orientação do Sr. J. P. Itunda e pelo diretor de produção da RTNC, Sr. Massamba Mankwa. Foi diretor de fotografia de curta metragem “Chão”, do documentário “A Dança do bate pau do Povo Terena” e primeiro assistente de fotografia do media-metragem “A voz do medo”.  É autor de um artigo sobre o cinema congolês intitulado “Sistema de produção cinematográfica e  audiovisual no Congo (RDC)”. Realizou o curta-metragem “Meu bem” e dirigiu o curta metragem “A caça”.

Obras:
- Diretor de fotografia do documentário “A Dança do bate pau do Povo Terena” (Mato Grosso, Brasil)
- 1o Assistente de Fotografia de media-metragem de 29 min. “A voz do medo”
- Diretor de fotografia de curta metragem “Chão” de 5 min.
- Um dos realizadores do curta-metragem “Meu bem” de 15 min.
- Autor de um artigo sobre o cinema congolês intitulado “Sistema de produção cinematográfica e  audiovisual no Congo (RDC)”
- Operador de câmera durante 10 anos, sob orientação do Sr. J. P. Itunda e pelo diretor de produção da RTNC, Sr. Massamba Mankwa.
- Diretor do curta-metragem “A caça”.


Clique aqui e saiba mais sobre o filme A Caça. 




terça-feira, 18 de março de 2014

AfroeducAÇÃO exibe "Zeca da Casa Verde", documentário de Akins Kintê, dia 29/3

Sobre o documentário
O documentário “Zeca, o poeta da Casa Verde” é um sonho que já vem há um tempo tamborilando em nosso peito. Sempre foi encantador escutar em baterias improvisadas ou em simples rodas de samba, o enredo: “Ao Poeta de Miraí”, de Zeca da Casa Verde.
O projeto idealizado por membros do coletivo Borá Produções pretende registrar e divulgar a trajetória de um dos mais talentosos compositores e intérpretes da musica negra (o samba) da cidade de bairros periféricos de São Paulo - Zeca da Casa Verde, bem como sua influência nos bairros de Brasilândia, Casa Verde Alta, Barra Funda e a Freguesia do Ó.
Em 2011, fomos contemplados pelo edital do VAI - Valorização de Iniciativas Culturais, da Prefeitura de São Paulo, em junho começamos garimpar a história do poeta procurando registros, letras musicais, e em julho, demos início às gravações. O documentário está em fase de edição e será lançado em março de 2012.

Zeca, o poeta da Casa Verde será exibido nas comunidades periféricas, terreiros e escolas de samba da cidade, promovendo eventos com exibição do filme, debates e palestras sobre o processo de execução e a temática. A circulação será feita através de um DVD.

Sinopse                                                       
O documentário “Zeca, o Poeta da Casa Verde” conta a história do artista, sambista e compositor Zeca da Casa Verde, autor de vários sambas das escolas Morro da Casa Verde e Rosas de Ouro. A história do sambista se confunde com a história do próprio samba de São Paulo: nascido no interior, Zeca participou das congadas assim como seu pai, Zé da Maniquinha. A congada é uma manifestação brasileira que reúne elementos trazidos por africanos da Angola e do Congo, que teve grande influência no samba paulista. Os depoimentos dos entrevistados trazem à tona o movimento de migração do interior para a periferia da capital, realizado, no começo do século XX, por muitos negros em busca de melhores condições de vida, tal fato foi fundamental para o nascimento do samba em seu formato atual. Zeca se reunia com outros que viriam a ser grandes compositores paulistas: Geraldo Filme, Tonikinho Batuqueiro, Talismã, na região central paulista, hoje, empobrecida e abandonada pelas autoridades. Além disso, através dos depoimentos como o do próprio Tonikinho Batuqueiro, Integrantes da Bateria do Rosas de Ouro, Thiago da Barroca Zona Sul, Gente Rosas de Ouro, T-Kaçula  Dicá e Maria Helena, da velha-guarda do Rosas de Ouro, da ativista social, Deise Benedito, do Prof. Amailton e do cantor Jair Rodrigues, o documentário apresenta outras temas relacionados ao samba, como a associação feita entre sambistas e a marginalidade e as infrações cometidas por policiais, a origem das escolas de samba de São Paulo, a atual comercialização das escolas de samba e dos carnavais e a representação da cultura negra através de suas manifestações culturais.  
Fonte: Borá Filmes

O AfroeducAÇÃO
A consultoria AfroeducAÇÃO desenvolve projetos culturais com enfoque educacional, tendo a negritude como tema-chave. Entre as ações da equipe estão a realização de oficinas, cursos de capacitação, eventos e manutenção do site www.afroeducacao.com.br, sobre as diversas manifestações (música, teatro, literatura, dança, cinema, etc.) da cultura negra. O trabalho desenvolvido é embasado na Lei Federal nº 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afrobrasileira na educação básica e utiliza conceitos e práticas educomunicativas.

Além de conter detalhes sobre as oficinas já realizadas, o site conta com um acervo de reportagens redigidas pela equipe do AfroeducAÇÃO, que podem ser utilizadas como ferramentas de apoio pedagógico, a partir dos pressupostos educomunicativos. Por esse motivo, todas as matérias são publicadas com uma sugestão de atividade que pode ser aplicada, além das respectivas bibliografia, filmografia e discografia, municiando o/a interessado/a para o cumprimento da Lei.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Cineclube Afro Sembene e Cojira prestam homenagem ao Dia Internacional da Mulher com o filme Domitilla, de Zeb Ejiro (Nigéria), dia 15 de março no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

*Um Fenômeno chamado Nollywood*


Em artigo da Caixa Cultural para a Mostra “Nollywood – O caso do cinema nigeriano”, realizada no Rio de Janeiro, em 2012,  Nollywood teve seus primeiros passos e foi “Datada a partir do lançamento de Living in Bondage (1992), de Chris Obi Rapu, a indústria cinematográfica nigeriana vem fazendo jus ao seu nome de batismo “Nollywood”, conquistado a partir do estouro vivenciado no início deste século. Desde pesquisa realizada pela UNESCO em 2006, o número de produções para o Cinema na Nigéria duplicou. Hoje, a indústria supera as historicamente dominantes Hollywood e Bollywood com seus mais de 1500 longas-metragens por ano, emprega milhares de profissionais e corresponde a cerca de 90% do consumo cinematográfico nacional.

Realizados em poucos dias e com equipamentos simples (atualmente todos digitais), os filmes se mostram um bom negócio: o custo de produção é baixo (entre 4 mil e 100 mil dólares), os pontos de venda são muitos e o público é vasto e assíduo. A estrutura desenvolvida não acompanha, porém, até o momento, a organização e preservação das obras, dificultando o acesso do público a filmes que já saíram do mercado.

Com mais de 50% das obras em inglês, os filmes da Nigéria conquistam milhares de espectadores ao redor da África, principalmente por meio dos canais disponíveis de TV via satélite e Internet. No Brasil, as produções ainda são um tema desconhecido da maioria dos apaixonados por cinema”.

Neste contexto, o Cineclube Afro Sembene e a Cojira-SP, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, exibirão o filme Domitilla, de Zeb Ejiro, abrindo assim oportunidade especial para assistir uma das cultuadas produções realizadas em Nollywood.

Domitilla. Direção: Zeb Ejiro. Elenco: Sandra Achums, Ada Ameh, Enebeli Elebuwa, Kate Henshaw-Nuttal, Maureen Ihua, Sonny McDon, Anne Njemanze, Patience Oghre, Charles Okafor, Basorge Tariah Jr. Gênero: Ação/Suspense. Duração: 106 minutos. Ano de Lançamento: 1996. País de Origem: Nigéria. Idioma do Áudio: Inglês. Legendas: Português. Suporte: DVD.


Sinopse: Os reveses e desafios na vida urbana de uma jovem de classe média baixa e sua luta pela sobrevivência e superação. Domitilla trabalha em dois empregos para se manter e ajudar a família. Um como auxiliar de escritório, durante o dia, e a noite como profissional do sexo. Ela está namorando um homem jovem, bonito, promissor. A maioria das amigas de Domitilla são garotas de programa, expostas a riscos imprevisíveis, e estão felizes por ela ter encontrado um suporte que contempla seu sonho de mudar de vida. Mas alguém delata ao noivo sobre sua segunda profissão.

Sobre o diretor: Zeb Ejiro. Nasceu em Isoko, em 2 de fevereiro de 1956, na região do Estado Delta da Nigéria. Ele é um dos três irmãos de sucesso na indústria de Nollywood: Peter Red e Chico Maziakpono. Zeb é graduado em Comunicação e Mídia pela Universidade da Nigéria, Nsukka. Foi o fundador e ex-presidente da Associação dos Produtores de Filmes (AMP). Em 1988 criou a Zeb Ejiro Productions Limited, que introduziu pela primeira vez uma série de televisão chamada "Ripples". Esta durou cinco anos e é a mais longa novela em execução no Nigerian Television Association, de 1988 a 1993. Pouco depois Zeb criou vários filmes em língua Ibgo. Como escritor, produtor e diretor ele criou mais de uma dúzia de filmes, que lidam com questões sociais e moralidade. Zeb Ejiro é reconhecido como o sheik de Nollywood. Alguns de seus filmes produzidos são: Adeus Amanhã, Mortal Herança, Domitilla I e II (agora está fazendo o III), Sakobi, Conflitantes Sombras, Intimate Strangers, Desejo Fatal, Solução Gentil, Amadioha, Maniac, e Faces of Evil. Em 2005 Zeb recebeu o "Oficial Ordern Nígeria" (OON), que é um prêmio nacional dado na Nigéria para aqueles que contribuem na construção e difusão da indústria de filme nigeriano, especificamente Nollywood.

Curiosidades: É um dos filmes mais populares do Novo Cinema Nigeriano. Sua influência foi tal que a palavra "Domitilla" se tornou na gíria nigeriana, algo referente à prostituta ou mulher de moral duvidosa.

Domitilla terá uma palestra sobre Nollywood, proferida nesta sessão especial do Cineclube Afro Sembene pela pesquisadora afro-americana Kamahra Ewing, graduada em Artes Visuais e Mídia, e doutoranda em Filosofia, Artes Visuais e Mídia, Estudos Afro-americanos e Africanos pela Michigan State University. Haverá distribuição de questionários para medir a audiência, como também a opinião e observações do público sobre o filme, seguidas de uma breve discussão em grupo. O objetivo de Kamahra é realizar exibições itinerantes de Domitilla em diferentes locais, em especial aqueles onde há concentração de afro-brasileiros. Tais como cineclubes, quilombos, associações, escolas de samba, igreja evangélica ou comunidade de candomblé que estejam interessados em assistir e discutir o filme dentro do formato proposto.

O Cineclube Afro Sembene 
A proposta é realizar sessões em dose dupla, ou seja: um filme do continente africano e um filme de um(a) diretor(a) afro-brasileiro(s), como acontece em shows internacionais que são abertos por bandas ou artistas nacionais como forma de intercâmbio e difusão cultural. Tem também um apelo retrô, em referência e homenagem aos cinemas populares, os quais até meados da década de 1990 exibiam dois filmes como meio de atrair, formar e manter seu público. “Como os cinemas estavam perdendo espectadores, logo surgiu a ideia de oferecer aos cinéfilos a sessão dupla, onde poderiam assistir dois filmes pagando por apenas um bilhete. E muito filme considerado B, não só ganhou repercussão como também se tornaram cults”, explica Oubí Inaê Kibuko, um dos coordenadores e curadores do Cineclube Afro Sembene.

As sessões do Cineclube Afro Sembene acontecem todo 3º sábado mensal, pontualmente às 19 horas, sendo a exibição do filme seguida de debate aberto com membros da equipe realizadora ou de um comentarista convidado e outras práticas da cultura africana.

Sobre o projeto Cineclube Afro Sembene

O Cineclube Afro Sembene é uma iniciativa do Fórum África, entidade sem fins lucrativos, de caráter social, cultural e recreativo, que reúne africanos, brasileiros e todas as pessoas interessadas em difundir informações que melhorem o conhecimento sobre a África no Brasil e vice-versa. O nome Sembene é uma homenagem ao escritor, produtor e diretor senegalês Ousmane Sembene (1923 — 2007), frequentemente chamado de "O Pai do Cinema Africano". Sua jornada teve inicio em 2008, no Centro Cineclubista de São Paulo, do qual é associado. Ciente das barreiras da língua e de seu caráter pedagógico, a programação do Cineclube Afro Sembene prioriza filmes legendados em português. Coordenação: Vanderli Salatiel, Saddo Ag Almouloud e Oubí Inaê Kibuko.

Parceria Cineclube Afro Sembene e Cojira

Em 2012 o Cineclube Afro Sembene firmou parceria com a Cojira-SP (Comissão de Jornalistas Pela Igualdade Racial no Estado de São Paulo), que manifestou disposição solidária com esta proposta e se propôs a contribuir na difusão do cinema africano ao público interessado todo terceiro sábado mensal.  “A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) é um órgão consultivo, com participação aberta a todos os interessados. O objetivo é auxiliar o Sindicato na atuação mais efetiva com relação à questão racial. Participam de ações tanto no âmbito específico do jornalismo, quanto em questões de caráter mais geral.” A oficialização desta parceria se deu em 16/11/2013, com o retorno do Cineclube Afro Sembene, desta feita no Sindicato dos Jornalistas, após um longo e forçado jejum por falta de espaço apropriado.

Serviço

Cineclube Afro Sembene e Cojira convidam
Domitilla, de Zeb Ejiro, Nigéria, 1996.
Sessão especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher
Palestra sobre Nollywood, seguida de atividade interativa em grupo, com Kamahra Ewing, pesquisadora e doutoranda (Michigan State University - EUA).
Data: 15 de março de 2014 – sábado;
Horário: pontualmente às 19 horas - Entrada franca;
Local: Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo;
Endereço: Rua Rego Freitas nº 530, próximo a Igreja da Consolação e metrô República.

Informações:
www.cineclubeafrosembene.blogspot.com.br
Email: cineafrosembene@gmail.com
www.cojira.wordpress.com/
www.sjsp.org.br

Realização: Fórum África
Parceria: Cojira-SP/Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
Apoio: PUC-Consolação, Casa das Áfricas, Cabeças Falantes


Redigido e Postado por Oubí Inaê Kibuko para Cineclube Afro Sembene e Fórum África.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Cineclube Afro Sembene e Cojira-SP exibem “Em Nome de Cristo” e “Jardim Beleléu”, dia 15/02/2014 no Sindicato dos Jornalistas

 Em Nome de Cristo (Au Nom du Christ). Diretor: Roger Gnoan M'Bala. Elenco: Pierre Gondo, Naky Sy Savane, Akissi Delta. Gênero: Drama. Duração: 90 minutos. Ano de Lançamento: 1993. País de Origem: Costa do Marfim. Idioma do Áudio: Francês. Legendas: Português. Acervo pessoal.

Sinopse. Gnamien Ato, um criador de porcos que também trabalha ocasionalmente como soldador, é desprezado por todos na vila de Balo Ahuekro, que tem uma população de três mil. Um dia, sozinho na floresta e após uma bebedeira, experimenta "convulsões hipnóticas" e tem a visão de uma criança que, com uma voz celestial, lhe diz qual é a sua missão na vida. Tomando esse sonho como realidade, vai para a praça da aldeia uma manhã para pregar sua nova fé. Ele realiza vários "milagres", ganhando assim a confiança dos moradores. Convictos da vinda de um "messias", os habitantes de Balo Ahuekro aderem todos à nova fé. Magloire 1, o novo nome do criador de porcos e que também afirma ser filho de Cristo, adquire grande fama. De todo o país vêm pessoas para vê-lo: pretensos políticos, comerciantes que querem ganhar mais dinheiro, mulheres estéreis, paralíticos, cegos e pessoas pobres.

Sobre o diretor Roger Gnoan M'Bala. Nasceu em Grand Bassam (Costa do Marfim), em 1941. Ele estudou na Suécia e no Conservatório Libre du Cinéma, em Paris. Em 1970  dirigiu Koundoum, seu primeiro documentário em preto e branco sobre a dança tradicional, e dois anos depois de seu filme Amanie ganhou vários prêmios, incluindo o FIFEF. Desde então, ele produziu e dirigiu filmes, nomeadamente o premiado Ablakon. De 1968 a 1978, trabalhou como diretor assistente e depois diretor da Rádio Televisão da Costa do Marfim, onde assinou vários espetáculos de variedades e esportes. Em 1972, seu curta-metragem "Amanie" recebeu o Tanit de Prata no Festival de Cinema de Cartago. Em 1984, dirigiu seu primeiro longa-metragem "Ablakon". "Em nome de Cristo", 1993, ganhou o Prêmio Especial da Juventude no Festival de Locarno e do Grande Prêmio no FESPACO; Prêmio especial do Júri, Milão 1994; Prêmio Vues d'afrique, Montréal 1994.

 Jardim Beleléu. Diretor: Ari Candido Fernandes. Gênero: Ação. Elenco: José Wilker, Flavio Bauraqui, Thalma de Freitas, Laércio de Freitas, Adyel Silva, Misty, Nábia Vilela. Duração: 15 min. Ano: 2009 - Formato: DVD. País: Brasil. Local de Produção: São Paulo, zona leste, Itaquera e Cidade Tiradentes. Cor: Colorido. Acervo pessoal.

Sinopse. Itamar (Flavio Bauraqui), trabalhador da indústria metalúrgica, dá um duro danado todo dia para sustentar a esposa Roseli (Adyel Silva), e suas duas filhas. Um dia, voltando do trabalho após receber seu salário, é assaltado no ônibus por um casal. No dia seguinte, após ser humilhado pelo sogro por pedir-lhe dinheiro emprestado, resolve vender um revólver que conservava para sua proteção. No trajeto, avista Corisco Sputnik (José Wilker), o assaltante, junto com a comparsa (Thalma de Freitas). Furioso, resolve matar o assaltante, segue-o sem ser percebido até sua casa, quando se depara com uma cena que será sua chance de redenção.

Sobre o diretor Ari Candido Fernandes. Nasceu em Londrina, 1951 e cursou cinema na Universidade de Brasília, tendo como professores Vladimir Carvalho, Geraldo dos Santos e Fernando Duarte. Em 1971, ameaçado pelo artigo 477 da Lei de Segurança Nacional, partiu para a Suécia. De Estocolmo foi para Paris, onde à partir de 1975, continuou sua formação em cinema na Nouvelle Sorbonne. Reconhecido ativista da comunidade negra, Ari Cândido coordenou o Projeto Zumbi junto a Secretaria de Estado da Cultura e foi um dos idealizadores do Dogma Feijoada – movimento cinematográfico disposto a questionar os estereótipos e os modelos de representação do negro no cinema e na TV. Seu primeiro curta, Martinho da Vila (Paris/1977), capta a passagem do sambista carioca em Paris. Em 1978, foi para a África documentar o conflito entre eritreus e etíopes. Realiza Por quê Eritréia?, filmado em plena guerrilha, testemunho da luta pela independência do país. Ari Cândido também atuou como fotógrafo para diversas agências de notícias européias. No Brasil realizou mais três filmes: O Rito de Ismael Ivo (2003), retrato biográfico do bailarino negro; O Moleque (2005), ficção baseada num conto do escritor Lima Barreto; e Pacaembu Terras Alagadas (2006), documentário sobre o bairro paulistano. Jardim Beleléu (Prêmio Estímulo de curta metragem da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo), é uma adaptação livre e autorizada, do conto “Não Era Uma Vez“, do escritor Cuti (Luis Silva) – que nunca teve seus escritos adaptados para o cinema. A escolha do conto entre as obras de Cuti foi pela atualidade de seu enredo. O curta foi filmado na Cidade Tiradentes, zona leste paulista, em 2009, com apoio e participação da comunidade local, especialmente da Escola de Samba Príncipe Negro. Titulo do filme e seu personagem central são em homenagem ao músico e compositor Itamar Assumpção. Jardim Beleléu participou da competição do 14º Los Angeles Latino International Film Festival; no 21º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo - Kinoforum; e marcou presença no 5º CineFantasy - Festival Curta Fantástico, evento internacional especialmente criado para o cinema fantástico e seu universo.


O Cineclube Afro Sembene
A proposta é realizar sessões em dose dupla, ou seja: um filme do continente africano e um filme de um(a) diretor(a) afro-brasileiro(s), como acontece em shows internacionais que são abertos por bandas ou artistas nacionais como forma de intercâmbio e difusão cultural. Tem também um apelo retrô, em referência e homenagem aos cinemas populares, os quais até meados da década de 1990 exibiam dois filmes como meio de atrair, formar e manter seu público. “Como os cinemas estavam perdendo expectadores, logo surgiu a idéia de oferecer aos cinéfilos a sessão dupla, onde poderiam assistir dois filmes pagando por apenas um bilhete. E muito filme considerado B, não só ganhou repercussão como também se tornaram cults”, explica Oubí Inaê Kibuko, um dos coordenadores e curadores do Cineclube Afro Sembene.

As sessões acontecem no 3º sábado do mês, pontualmente às 19 horas, sendo a exibição do filme seguida de debate com membros da equipe realizadora ou com a participação de um comentarista convidado, acompanhado por um chá de confraternização e outras práticas da cultura africana.

Sobre o projeto Cineclube Afro Sembene
O Cineclube Afro Sembene é uma iniciativa do Fórum África, entidade sem fins lucrativos, de caráter social, cultural e recreativo, que reúne africanos, brasileiros e todas as pessoas interessadas em difundir informações que melhorem o conhecimento sobre a África no Brasil. O nome Sembene é uma homenagem ao escritor, produtor e diretor senegalês Ousmane Sembène (1923 — 2007), freqüentemente chamado de "O Pai do Cinema Africano". Sua jornada teve inicio em 2008, no Centro Cineclubista de São Paulo, do qual é associado. Ciente das barreiras da língua e de seu caráter pedagógico, a programação do Cineclube Afro Sembene prioriza filmes legendados em português. Coordenação: Vanderli Salatiel, Saddo Ag Almouloud e Oubí Inaê Kibuko.

Parceria Cineclube Afro Sembene e Cojira
Em 2012 o Cineclube Afro Sembene firmou parceria com a Cojira-SP (Comissão de Jornalistas Pela Igualdade Racial no Estado de São Paulo), que manifestou disposição solidária com esta proposta e se propôs a contribuir na difusão do cinema africano ao público interessado todo terceiro sábado mensal.  “A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) é um órgão consultivo, com participação aberta a todos os interessados. O objetivo é auxiliar o Sindicato na atuação mais efetiva com relação à questão racial. Participamos ações tanto no âmbito específico do jornalismo, quanto em questões de caráter mais geral.” A oficialização desta parceria se deu em 16/11/2013, com o retorno do Cineclube Afro Sembene, desta feita no Sindicato dos Jornalistas, após um longo e forçado jejum por falta de espaço apropriado.

Serviço
Cineclube Afro Sembene e Cojira Convidam:
Em Nome de Cristo (Au Nom du Christ) de Roger Gnoan M'Bala (Costa do Marfim)
e Jardim Beleléu, de Ary Candido Fernandes (Brasil);
Data: 15 de fevereiro de 2014 – sábado;
Horário: pontualmente às 19 horas;
Local: Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo;
Endereço: Rua Rego Freitas nº 530 - Sobreloja, Vila Buarque, São Paulo/SP
Referência: próximo a Igreja da Consolação e metrô República
Entrada franca. 

Informações:
Blog: http://cineclubeafrosembene.blogspot.com.br
Email: cineafrosembene@gmail.com
Blog: http://cojira.wordpress.com/
E-mail: cojirasp@gmail.com                                                                    

domingo, 22 de dezembro de 2013

Problemas técnicos adiam para a janeiro a programação do Cineclube Sembene e Cojira-SP no Sindicato dos Jornalistas deste mês



A coordenação do Cineclube Afro Sembene e Cojira-SP vêm a público no seu blog e por meio deste veículo, pedir desculpas ao seu público, simpatizantes, colaboradores. Devido a problemas técnicos, a sessão que seria realizada no dia 21/12, exibindo os filmes "Em Nome de Cristo" e "Jardim Beleléu" teve que ser adiada. O sr. Dedier Kouakou (foto maior), da Costa do Marfim, convidado para comentar o filme "Em Nome de Cristo", compensou aos que compareceram no auditório do Sindicato dos Jornalistas, com um breve e instigante panorama enciclopédico sobre seu país. Em rápidas pinceladas, ele deu uma aula de história, cultura, política, educação, geografia, cultura, economia, tradição, modernidade, comportamento, dentre outros assuntos relacionados, e nos deixou com gosto de quero mais. Oxalá sua concorrida agenda permita para que possa ele estar conosco para complementar as exposições que fez. Os africanos têm o dom da memória e da palavra. Coisas de griots...

Dia 18 de janeiro de 2014 retornaremos no Sindicato dos Jornalistas, pontualmente às 19 horas, com a mesma programação. 




Contando com a sua compreensão e presença, o Cineclube Afro Sembene e Cojira-SP agradecem a atenção e aproveita a oportunidade para expressar votos de Boas Festas e Feliz Ano Novo!

Serviço 
Cineclube Afro Sembene: Em Nome de Cristo (Au Nom du Christ) de Roger Gnoan M'Bala (Costa do Marfim) e Jardim Beleléu, de Ary Candido Fernandes (Brasil);
Data: 18 de janeiro de 2013 – sábado;
Horário: pontualmente às 19 horas;
Local: Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo;
Endereço: Rua Rego Freitas nº 530 - Sobreloja, Vila Buarque, São Paulo/SP, próximo ao metrô
República - Entrada franca. 

Informações:
Blog: http://cineclubeafrosembene.blogspot.com.br 

Facebook: https://www.facebook.com/cineafrosembene
Blog: http://cojira.wordpress.com/

Facebook: https://www.facebook.com/cojirasp
Sindicato: http://www.sjsp.org.br/

Oubí Inaê Kibuko
Coordenador de Programação, Comunicação e Marketing do Cineclube Afro Sembene para o Fórum África.